Da morte em vida

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , , em Novembro 25, 2008 por hxworld

Fitei sua face cadavérica e não pude conceber como ainda era capaz de respirar…

Acendeu um cigarro e balbuciou sua mazelas;

Até mesmo no mais profundo silêncio, sua voz teimava em se arrastar pra sair…

Seus olhos opacos e melancólicos nada mais diziam…

As mãos trêmulas e fracas, outrora ativas e irriquietas erravam a mira do cinzeiro…

Toda uma existência resumida a uma pálida e disforme massa celular sobre o sofá.

Sob um tímido sussurro, recebi o pedido de ausentamento, e ao dar as costas, percebi que a morte pode chegar bem antes do último suspiro…

Sobre amores a primeira vista e calçadas…

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , em Outubro 27, 2008 por hxworld

-Inferno!!!!

Imagine a cena: Você está vindo distraído por uma calçada cheia de gente feia, suada e mal humorada tropeçando nos vãos quebrados que o FDP do prefeito á meses promete que vai tapar…  Enfim, daí de repente você se depara com aquela figura, se destacando da multidão… Cabelos castanhos, longos e esvoaçantes emoldurando uma linda pele branca e aveludada, corada por bochechas rosadas e uma vermelha e carnuda boca… Ah!!! Convidativa boca!  Daria um dia da minha vida pra tocar naquela linda boca…                                                     A cada passo que dou… A cada passo que ela dá… Dois passos mais perto a cada passo…      Seios voluptuosos acompanham o ritmo do caminhar dela… O mundo começa a dançar seu ritmo… Dançamos sua música enquando ela passa…                                                            Seus quadris… Ah, que quadris… Vão se movendo lentamente, enquanto tudo ao seu redor vai se extinguindo.  Ela apenas passa e tudo perde a graça (desculpe Jobim, não fiz de pirraça…)…                                                                                                                        Ela é a cor, e o resto se torna fosco e pastel…                                                                    Eis que me encontro tão perto…                                                                                          Magnífica estátua de porcelana branca vívida…                                                                    Posso sentir seu perfume… Flutuo ao seu encontro…                                                           Eu e ela… Dois deuses pairando no ar…                                                                             Eis que a dois metros (dois únicos metros) de distância, tropeço em meus pensamentos (ou seria num maldito buraco na calçada?) e me esborracho no chão…                                        Minha deusa olha a minha estatelada figura espalhada sobre a calçada, solta seu lindo riso, joga seus cabelos de seda e segue o seu rumo…                                                                  Levanto-me, recomponho-me, olho para trás, mas ela já se foi…                                           Tento consolar-me… Ao menos por um instante ela me notou…                                            E riu de mim… Maldito buraco!!!!                                                                                        -Inferno!!!!                                           

   

Soneto para um coração

Postado em Uncategorized com as tags , , , em Setembro 3, 2008 por hxworld

Coração? Pra que serve?

A dor que eu sinto não se descreve!

Coração, por que palpitas (?)

pois quando bates, dor me incitas…

 

Coração, por que latejas?

Ela se esconde pra que eu não a veja.

Coração, por que insistes

em me lembrar que ela existe?

 

Coração malvado,

bates descompassado

e me deixas tão deprimido…

 

Coração apaixonado,

por um beijo enganado,

e hoje deveras arrependido…

Mistérios (Começo do amor)

Postado em Uncategorized com as tags , , em Agosto 7, 2008 por hxworld

Que mistérios você guarda por trás destes olhos

que despem minha alma,

que baixam minha guarda,

invalidam minhas palavras

e dão inércia aos meus atos

Que atração você guarda em si,

que me agita e me acalma,

que me fere e que me cura,

que me falta e me completa,

que me mata e me ressuscita?                

Que poder você tem

que me prevê,

Que me confunde,

Que me assusta,

porém me fascina?

Quem é você?

De onde você veio?

O qu você tem de errado (ou de certo)

qu me intimida?

Mas não quero que você me conte…

Mistérios são pra ser desvendados…

Enquanto eu desvendo seus mistérios,

você desbrava meu coração…

Do amor como doença…

Postado em Uncategorized com as tags , , , em Julho 2, 2008 por hxworld

O homem inventou o avião, a penicilina, o macarrão…

O homem criou modos de produzir energia…

O homem até achou modos de modificar a sua própria natureza…

O homem descobriu a América, a cura pra varíola;

O homem já foi até a Lua!

Então, por que cargas-d’aguas o homem não conseguiu inventar uma cura pro amor?

Podia ser uma injeção, um comprimido…

Podia ser uma cirurgia! Um nervinho aqui, uma veinha ali, e “voilá”…

Podia até ser um desses equipamentos, como o de ressonância magnética! Você entra lá dentro, e quando sai: -É um milagre!!! -Está curado!

Curado nada, já que amor não é doença.

Mas o que é amor mesmo?

Como diria Camões: Fogo que arde sem se vê; Ferida que dói e não se sente…

Não se sente?!?!?!?!

E o que são os calafrios? Começo de gripe?

E as borboletas no estômago? Gastrite?

E o coração disparado? Arritimia?

É… Acho que o amor é sim, um tipo de patologia… Grave e sem cura!

Mas ainda não se formam “Amorologistas” nas faculdades…

Não há “Amoricilina” ou “Amoralgina” pra tomar de oito em oito horas…

A natureza agradeceria…

Quantos lenços de papel ao menos pra enxugar as lágrimas?

Quantas flores seriam poupadas?

É…

Enquanto o amor ainda não se enquadra na ordem das patologias, e ninguem descobre um remédio, nem a cura, eis aqui um triste paciente terminal, dando seus últimos suspiros e se preparando pra morrer dessa injusta doença chamada amor…

                                                                                                   Por Handriell X

Numero do dia: 7

Musica do dia: Take a bow (Rihanna)